Conferência “Gentes da nossa terra”

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Na continuação do nosso Projeto Curricular Escola intitulado:  “Cascais – Vila de Histórias e Memórias”, realizámos mais uma conferência com convidados muito especiais:

“Gentes da nossa terra”

No dia 19 de Fevereiro de 2015, pelas 9h40min vieram à Escolinha diversas personalidades ligadas a Cascais.

A primeira pessoa a falar foi Lili Caneças. Disse-nos que quando nasceu, em vez de chorar deu uma gargalhada. Nesse momento, o seu pai estava na Índia. A sua mãe era pianista e o pai era Capitão do Porto. Quando o seu pai via pescadores embriagados mandava-os para a prisão, a Lili esperava que o Sporting ganhasse para o seu pai ficar feliz e libertar os pescadores. O primeiro gelado que comeu no Santini, foi aos 10 anos, e era de amêndoa e caramelo. A sua praia preferida é a praia do Guincho. Antes de saber escrever ou ler, já sabia nadar. Lili referiu que conhece o mundo inteiro porque viajou muito. A mãe de Lili Caneças gostava muito de festas e o seu pai deixava-a ir ao palco com vinte músicos para ir cantar. Lili Caneças vive a vida como uma festa! É uma pessoa muito alegre. Lili Caneças vive em Cascais há 60 anos.

A seguir falaram os representantes da gelataria Santini. Referiram que antigamente não havia gelados de tantos sabores, como manga, abacate, ananás… o sabor mais comprado é morango e o menos comprado é de sabores menos conhecidos com frutos que não são da época. Trabalha-se muito no Santini, mas não é difícil. O pai e o avô da senhora, já fabricavam gelados. Antigamente os gelados custavam 25 tostões. A Isabel gosta do sabor a chocolate e o Eduardo gosta de limão e caramelo.

De seguida, em representação do turismo e hotelaria, falou um senhor apelidado de Toni do Muxaxo. Nasceu na Areia. Referiu que o local mais visitado de Cascais talvez seja a Boca do Inferno; a melhor praia era o Tamariz e lembra-se que vieram 6 turistas da Austrália para o Guincho com tábuas “pranchas de surf”, iam a pé até lá, era uma aventura! Naquele tempo uma lagosta custava 45 escudos no restaurante Muxaxo.

O pescador Manuel foi o seguinte a contar-nos histórias. Falou-nos de várias razões para o uso do barrete: é preto em homenagem aos que morreram no mar; como os pescadores não usavam bolsos, para não ficarem presos e serem arrastados, colocavam dentro do barrete cigarros, fósforos e postas de bacalhau muito finas. Usavam uma cinta preta para proteger das hérnias inguinais. O senhor Manuel é natural da Figueira da Foz e vive em Cascais há cerca de 50 anos, já depois de casado. Não tem medo do mar, para ele é a coisa mais fascinante e disse que os pescadores são muito católicos. O peixe que mais apanhou foi o bacalhau, durante 20 anos. Na Nazaré, as varinas usam as sete saias representativas das sete ondas, para nos mostrar que as próprias embarcações tinham de ter atenção às sete ondas para o barco não ser colhido pelo mar e os pescadores morrerem. Se o seu avô estivesse vivo, teria 140 anos.

A última pessoa a falar connosco foi um surfista de alcunha de “Rasta” que começou a fazer surf há 25 anos. A maior onda que apanhou foi no Guincho, com 4 metros de altura. Quando era pequeno queria ser futebolista, agora também dá aulas de surf e já participou num campeonato em Carcavelos mas não ganhou, porque ele opta por exercer free surf, que se torna num modo de vida mais descontraído. Mostrou-nos uma prancha e referiu que também as sabe fazer. Antigamente, fazer surf era mais difícil porque não havia professores para ensinarem as técnicas e os materiais não eram tão bons. Os surfistas usam um fato que os mantém quentes. Demorou um ano a conseguir pôr-se em pé, mas hoje em dia, qualquer pessoa conseguirá fazê-lo em uma hora. Para ele, o surf tornou-se numa paixão. A sua manobra preferida é o tubo, porque são três segundos de muita adrenalina.

Com esta conferência conhecemos novas histórias de pessoas importantes e diferentes modos de vida. Foi interessante ter descoberto coisas que não sabíamos sobre Cascais. Foi importante conhecer as funções das profissões de cada um. O pescador, foi o que mais informações nos deu sobre factos importantes que não conhecíamos.

Alunos do 3º ano.

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[ 19 Fevereiro 2015 ]
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